Manifesto da Vida que eu quero

A vida que eu quero é muito simples. Talvez não seja fácil, mas simples é, com certeza e principalmente porque já sei tudo o que não quero: 

Não quero achar que “o mundo mudou” e as pessoas agora são distantes mesmo. Quero, sim, acreditar que posso trazer um olhar mais fraterno pro mundo e mudar a minha parte da história. 

Não quero acreditar que sou “transparente demais” em um mercado que vive de aparências. Quero, sim, que o marketing de aparência perca força e que a transparência ocupe mais espaço em nossas vidas. 

Não quero achar ruim se meu ritmo é mais ou menos de A ou B. Quero, sim, que  todo mundo saiba respeitar o caminho e a prioridade de cada um. 

Não quero ter que bajular para conseguir qualquer coisa: cargo, oportunidade, chance de participação. Quero, sim, ser reconhecido pela competência, pela dedicação, pela ética, pelo amor. 

Não quero que me digam a que horas acordar, dormir, estudar como um padrão que sirva para todos. Quero, sim, poder encontrar o meu equilíbrio, só meu, entre o que faz parte e o que faz bem. 

Não quero “ter que” mas quero “querer”, porque sei que tudo o que quero de coração tem muito mais força. 

Assim, sem as armadilhas da aparência, das “panelinhas”, dos olhares cínicos e dos elogios baratos, das exigências infundadas do que deve e o que não deve ser-ter-fazer, poderemos enfim alcançar nossa unicidade, nossa individualidade, nossa beleza verdadeira. 

Poderia ser o meu manifesto, poderia ser o seu. Que a gente possa sempre ter voz, independente do que seja dito. 

Vamos juntos. Estamos juntos. 

Lisi Szeckir

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