A importância das pausas

Voltei hoje de uma viagem muito especial. Mas um pedaço de mim, certamente não. Não que fosse a primeira vez, mas a primeira que me dei conta disso.

Sempre que faço uma pausa e viajo, sei que volto diferente. Um pedaço fica pra trás, em cada esquina que passei, em cada pessoa que encontrei e trago um pouco delas também comigo. E fico pensando: são pessoas que talvez nunca mais veja pessoalmente, mas que me ensinaram algo através do que dizem, fazem e são. Outras sim, planejo revê-las em breve, em um breve que nunca sei quando será.

Assim, essa é uma volta que em parte me entristece, pois é como um até breve sem prazo de validade. E despedidas sempre me fazem sentir assim. Por outro lado, me alegra encontrar na volta as conexões que me fazem tão bem.

Quem sabe se soubéssemos que a cada dia essas despedidas são mesmo sem prazo? Temos uma ideia irreal de que tudo estará no lugar onde esperamos no dia seguinte, e essa é verdadeiramente  uma ilusão.

Por sorte, e na maioria das vezes, estamos certos. E aí a importância das pausas para nos lembrar do contrário: não, não estamos certos sempre; e sim, precisamos cultivar mais nossas conexões, precisamos olhar mais de verdade, assim como em uma viagem: um maravilhar-se diante de uma novidade, de alguém que estamos conhecendo, de alguém que conhecemos a vida toda. Vamos juntos? 

Lisi Szeckir

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