Como você é criança!

Certamente você já ouviu essa expressão. Talvez até já a tenha dito a alguém. Agora, pense comigo: normalmente ela vem como um xingamento, não é mesmo? 

Aqui talvez residam boa parte dos problemas que enfrentamos como adultos. Entendemos, em algum momento da vida, que precisamos “crescer” ou “virar gente grande”, como se fosse necessário fazer cara feia, franzir a testa e só pensar em coisas que adulto pensa: resultados, metas, contas, números…

Estou, claro, estereotipando um pouco. Mas em algum momento nos perdemos mesmo da criança que fomos. E quando vemos alguém demonstrando mais sensibilidade ou se divertindo “mais do que um adulto deveria” ou fazendo algo que, em nossa cabeça, não parece adequado, podemos dizer: “como você é criança!”  como se fosse um alerta àquela pessoa, para que ela volte imediatamente à uma postura mais “aceitável”. 

Ora, nada poderia ser mais desnecessário do que isso. Precisamos deixar de ver o “lado criança” como algo pejorativo, pra começo de conversa! E veja, mesmo que seja algo inadequado em determinado momento, uma pessoa que está sendo “mais criança” tem muito mais de sensibilidade, gentileza e amor que alguém que a está repreendendo, não te parece? 

Neste mês das crianças, te convido a pensar o porquê de ser tão sério. Sim, somos muito mais sérios do que precisamos ser. Tente escolher uma área da vida onde pode ser colocado um pouco mais de cor e leveza. É possível, sim, ser mais leve, mais divertido, mais encantado com os detalhes. Nas empresas falamos que precisamos tanto de criatividade, inovação e colaboração! Todas as características que uma criança tem de forma muito intensa são grandes tesouros que nos levariam a uma vida mais criativa, mais produtiva e mais feliz. 

Experimente e depois me conte. Escolha uma área da sua vida e coloque nela mais leveza, mais alegria. Deixe pra lá o que incomoda, perdoe o que for preciso – e o que for possível. E se por acaso chamarem você de criança, entenda como um elogio. E agradeça! 🙂