O imperfeito te encanta?

Que eu nunca perca a oportunidade de me encantar, até com o que é feio, incerto ou imperfeito. Que eu me dê uma segunda chance, ainda que as vezes a contragosto, de olhar de novo e até me surpreender com o que eu encontrar. 

Todos nós estamos olhando para nossa vida de forma diferente, uns mais, outros menos. Uns por vontade própria, provocada talvez pelos eventos externos e outros por pura necessidade! É perfeitamente normal que nos sintamos confusos. É perfeitamente normal que, num primeiro momento, só vejamos o que está quebrado, velho, feio é sujo. 

Aliás, o que é normal, de agora em diante? 

Encantar-se com um dia de sol talvez seja mais fácil, prazeroso. Encantar-se com as coisas andando em um fluxo amoroso, também. Mas o nosso verdadeiro exercício como seres humanos talvez seja encantar-se com as pedras do caminho, para merecer a vista da montanha. Olhar pra tudo o que “não deu certo” (ou será que deu?) e entender que o caminho não seria assim tão especial se não tivessem acontecido todas as coisas que eu não quero ver. 

Estamos em momento de abraçar o imperfeito, fazer as pazes com ele, considerar todas as partes de nós como uma engrenagem que só vai funcionar a partir deste olhar mais inteiro, mais humano, mais amoroso. Olhar, enfim, para um dia cinzento e – por que não? – enxergar toda a beleza e encantamento que existe. Vamos juntos?