Saia das Enrascadas!

Já nos colocamos em algumas enrascadas nesta vida, concorda? E em muitas delas, nos damos conta que nos enredamos nas próprias escolhas e posições. Ou na omissão delas. 

Naturalmente, a gente vai aprendendo a lidar com cada tropeço que damos. Dizemos, inclusive, que “é na dor que aprendemos mais”. 

Será mesmo? Será que precisamos mesmo aprender levando tombos? 

Mas vamos lá, tirar proveito destas situações. Recentemente, conversando com uma amiga querida, comentava a ela algo que estava pipocando na minha cabeça há alguns dias: tudo o que pode nos ajudar a sair de enrascadas parece se resumir a uma visão mais consciente e ao amor-próprio. 

Se você lembrar de cada “não” que não disse, de cada situação em que se colocou e depois se arrependeu, talvez possa perceber o mesmo: ou foi falta de consciência, ou falta de amor-próprio. É quando falta um pouco de amor-próprio que aceitamos fazer coisas que vão nos sobrecarregar, na intenção de parecer alguém bacana ou ser aceito por um colega ou cliente, por exemplo. Falta também consciência quando deixamos que alguém nos manipule para que entendamos o que o outro quer – do jeito que ele quer. E vejam, quando falta um pouco de cada, somos vulneráveis a ponto de ser fácil cairmos em conversas doces e cheias de intenções que não conhecemos de colegas, clientes, fornecedores, conhecidos, e por aí vai. 

Não gosto muito de dar conselhos, pois talvez pareça que já sabemos tudo nessa vida (o que está longe de ser verdade) mas me permita uma dica: invista todo o tempo e toda a energia que puder nestes dois fatores. Quanto mais consciência, mais você terá oportunidade de ver uma enrascada antes de “entrar” nela. Quanto mais amor-próprio, mais próximo você se permitirá estar daquilo que te faz bem, e mais longe do contrário. 

Você até pode me dizer que é óbvio, mas eu e você sabemos que em algumas vezes, ainda que de forma inconsciente, somos levados pelos discursos do outro, pelas demandas do outro, que não são nossas, mas talvez nos poupem de pensar sobre nós mesmos. Só lembro de um detalhe, caso não esteja claro: essa conta sempre vem, e embarcar nas palavras, demandas e desejos dos outros pode custar o afastamento de quem somos. 

Assim, fica o convite: conhecer mais a si mesmo e amar todas as partes do que você está vendo pode (e vai) ser doloroso em alguns momentos, mas vai também garantir escolhas mais próximas de quem você é, mais alinhamento de discurso e prática e certamente uma paz de espírito maior do que você experimenta hoje. Vamos juntos?