Todos queremos paz e amor

Um novo ano já vem batendo à porta, e não faltam abraços e desejos sinceros de paz e amor, que distribuímos aos amigos, parceiros, colegas. Também pudera, a cada ano parece que os dias andam mais rápido, parece que cada vez somos mais exigidos, parece que falta tempo às vezes pra fazer tudo o que gostaríamos.

É natural, também, que a cada início de ciclo nos perguntemos: o que deve ficar para trás? No que quero me focar e dar mais atenção? O que quero realmente para minha vida pessoal e profissional?

Questões comuns a quase todos nós. A solução quase nunca está na fórmula mágica da revista, na entrevista do ídolo famoso, muito menos nos conselhos que ouvimos por aí. Se bem que há se ter paciência com os conselhos, pois são o que cada um dá de melhor, a partir de sua experiência. Mas da nossa experiência, só nós sabemos. Somos um mosaico único, construído a partir de cada momento, cada sim e cada não, cada falha e cada acerto.

Embora todos busquemos a paz e o amor, nossos caminhos poderão ser diferentes. Onde está a nossa paz? Onde ou como podemos vivenciar mais amor em nossas vidas?

O desejo de paz provavelmente vem de um caos. De onde vem essa sensação tranquila, da qual temos saudades? Na vida adulta, sempre temos exigências a cumprir, e as férias talvez não tragam a sensação de tranquilidade permanente. Olhamos para mestres e pessoas mais evoluídas que nós, à nossa percepção, e pensamos que talvez seja um caminho longo. Longo demais, talvez.

O desejo de amor, é possível que venha da falta ou da lembrança de quando tínhamos a percepção de nos sentirmos amados – de verdade, dizemos. Ora, todos nós sofremos decepções, desilusões e a sensação de falta de amor. Mas será que estamos a olhar para o caminho do amor?

Dalai Lama, Rumi e tantos outros pensadores falam da nossa essência Amorosa. Do amor incondicional. Rumi, em uma de suas frases mais lindas, na minha modesta opinião, diz que nossa tarefa não é buscar o amor, mas eliminar todas as barreiras que construímos contra ele.

Acredito nisso. Em cada palavra. Nos 20 anos em que já trabalho com desenvolvimento pessoal, percebo o quanto de barreiras colocamos ao nosso redor. Seja para nos defendermos, ou nos sentirmos mais seguros, a questão é que parece que estamos cada vez mais distantes um do outro.

Num compasso contrário, temos a vida colaborativa, as trocas e vários outros exemplos de que estas barreiras estão sendo questionadas. Bom para nós, que estamos aqui para vivenciar esse momento.

Depois de muitos anos criando barreiras, me permita compartilhar alguns aprendizados que podem ser úteis:

Precisamos da sombra para entender a luz.
Por isso, vamos festejar cada tombo, cada sensação ruim, porque dela podemos escolher o que queremos e temos a referência do que não queremos mais para nós. Osho já dizia que na vida, a gente nunca erra: ou acerta, ou aprende.

Precisamos de uma paz possível.
Nossa necessidade de aprender a viver no caos é mais que necessária. Estamos passando por muitas mudanças em nossa sociedade, e não adequar-se à este estado caótico é um bom sinal. Apenas é preciso entender que estamos todos aprendendo a viver melhor e procurar viver da melhor forma possível, de acordo com nossos valores.

O amor está em toda a parte.
Procuramos o amor onde enxergamos a falta, mas entendo que ele está em todo o lugar. Duvida? Olhe para uma planta nascendo, para um pequeno filhote, para uma criança brincando na chuva. Olhe para aquele SIM que você tanto esperava e que chegou. Para todas as vezes que você sorriu quando fez algo que valeu a pena. Para às vezes que você olhou no espelho e sorriu. O amor está aí também.

Existe um mundo de possibilidades por aí.
A gente esquece que pode olhar por cima do muro que nós mesmos construímos. E se você se questionar sobre seus limites? E se você se testar em algo que nunca faria? Veja, pode ser algo simples, como escolher um restaurante diferente, voltar para casa por um novo caminho, fazer um curso de fotografia turística ou tirar uma semana de férias (se você nunca se permite). Com o tempo, você vai saltar cada vez mais alto.

Não, eu não enlouqueci.
Nem tenho uma visão distorcida da vida. Essa visão é uma escolha. Visitei muitos infernos antes de achar que existia um paraíso bem próximo de mim. Louise Hay, escritora renomada que vendeu mais de 50milhões de cópias de seus livros, tem uma frase das que eu mais gosto: nossos pensamentos criam nosso mundo. Por que não criar um mundo onde eu gostaria de viver?

A verdadeira revolução
Acredito sim, que a verdadeira revolução é a Revolução Amorosa. Que ao olhar com amor para o que está torto, podemos pensar em mudar. Ao olhar com amor para o que está difícil, podemos escolher nossa reação. Que ao olhar com mais amor para nós mesmos, encontraremos a nossa paz. Aquela que é permanente.
Vamos juntos?